O que são?

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São quimicamente definidos como moléculas que apresentam vida livre e número incompleto de elétrons na última camada, tornando-as espécies químicas reativas. Devido ao fato de estabilidade química, esses radicais buscam associação com outras moléculas para manterem sua estabilidade. É um processo de múltiplas reações químicas ocorrendo dessa forma a formação de estruturas novas danosas ao nosso organismo. Decorre, claro, de nossos processos metabólicos rotineiros, como a respiração e a digestão.

Radicais livres 2

Interessante notar que no bojo da formação dos radicais livres, vimos como foco, o elemento essencial para a vida aeróbica: o Oxigênio.  

Vejamos os tipos de radicais livres:

Radicais livres 5

Superóxido (O²–)

Peróxido de hidrogênio (H²O²)

Radical Hidroxilo (OH-)

Oxigênio singlet (O²-)

Peróxidos lipídicos (COOH-)

Parecem estruturas estranhas, mas quando em excesso, são capazes de causar muitas doenças no nosso organismo.

 

Vejamos um exemplo de formação de radicais livres. Como dissemos, eles se formam a todo momento, nesse grande mar de reações químicas que é o nosso organismo.

Radicais livres 3

As conhecidas Espécies Reativas de Oxigênio (ROS) podem ocorrer por fatores endógenos e exógenos tais como:

-Extensa lista de doenças degenerativa crônicas ou não, aqui citamos apenas alguns exemplos;

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– Envelhecimento e deterioração das funções biológicas;

– Poluição ambiental;

– Raios-X e radiação ultravioleta;

– Cigarro;

– Álcool;

– Resíduos de pesticidas;

– Substâncias presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, hormônios, entre outros);

– Estresse;

– Consumo excessivo de gorduras saturadas (frituras, etc).

Em nosso organismo os radicais livres podem combinar com o DNA, alterando seu código genético provocando uma multiplicação desordenada de células, gerando vários tipos de enfermidades e sobrecarregando o sistema imunológico. Entretanto, voltando mais para o foco da estética, os estudos demonstraram a ação danosa nos processos do envelhecimento. Sua ação sobre a membrana celular, denota uma desestruturação em seus componentes, prejudicando a síntese do colágeno, o aparecimento de rugas, flacidez e perda de elasticidade da pele.

E como combater esses vilões nesse processo?

Internamente, o próprio organismo já dispõe de mecanismos representados pelas enzimas protetoras, com ação antioxidante e externamente o uso também de antioxidantes vindos da própria alimentação ou ingestão de suplementos nutracêuticos. Na pele, iremos postar os mais importantes antioxidantes utilizados na cosmetologia atual e suas formulações.

Aguarde mais informações no próximo artigo.

Terezinha Maia – Farmacêutica Bioquímica

www.formulandobeleza.com.br